Direito em pauta

Contencioso ativo tributário: o que é, para que serve e por que se torna essencial em 2025

18/06/2025|Notícia|Equipe LG&P,

Entenda sua importância no cenário de reforma tributária e no Projeto de Lei Complementar PLP 125/2022

O Brasil caminha para um novo regime tributário. No entanto, além da tão debatida reforma, empresários e gestores jurídicos precisam voltar sua atenção para outro fator estratégico: o Projeto de Lei Complementar (PLP) 125/2022, que propõe novas diretrizes nas relações entre contribuintes e Fisco — com impacto direto sobre o contencioso tributário.

Esse PLP, ainda em tramitação, visa estabelecer normas gerais sobre os direitos, garantias e deveres do contribuinte. E embora não limite o acesso à Justiça, o texto propõe transformações que podem reduzir significativamente o número de litígios tributários no país — em especial, a partir do artigo 18, que prevê a extinção de processos distribuídos após a afetação de temas em repercussão geral ou repetitivo.

O que isso significa na prática?

Que empresas — especialmente as familiares de médio e grande porte — que deixarem para a última hora suas estratégias de recuperação de créditos tributários correm o risco de perder o direito ao crédito.

Neste contexto, surge uma abordagem que vem ganhando espaço no planejamento jurídico-tributário das empresas mais competitivas: o contencioso ativo tributário.

O que é contencioso ativo tributário?

O contencioso ativo é uma estratégia jurídica que consiste no mapeamento contínuo e proativo de oportunidades tributárias, com foco em ações judiciais que garantam o direito ao crédito.

Ao contrário do contencioso tradicional — muitas vezes reativo — essa abordagem busca identificar, com base em critérios jurídicos e financeiros, quais teses tributárias fazem sentido para o perfil da empresa e quando é o momento mais adequado para ajuizá-las.

O que é necessário para um contencioso ativo eficiente?

Empresas que adotam essa estratégia precisam contar com:

  • Um time de tributaristas especializado em contencioso ativo, com histórico comprovado de êxito;
  • Ferramentas de inteligência jurídica e tributária, capazes de monitorar em tempo real o andamento das teses e decisões nos tribunais superiores;
  • Apoio de especialistas em apuração de créditos tributários, para mensurar com precisão o valor envolvido em cada oportunidade.

Como funciona o contencioso ativo na prática?

Mapeamento de teses já ajuizadas pela empresa, cruzando com teses cabíveis ao seu perfil, considerando:

  • Regime tributário;
  • Ramo de atividade;
  • Estrutura de compras e vendas da cadeia produtiva.
  • Análise técnica e econômica das teses viáveis, com projeção de tempo, riscos, chances de êxito e retorno financeiro.
  • Distribuição das ações via mandado de segurança, para garantir o direito ao crédito com baixo custo processual e segurança contra sucumbência.

Por que 2025 deve ser o ano da virada?

Com a reforma tributária já em curso e a possível aprovação do PLP 125/2022, o ano de 2025 marca um ponto de inflexão. Empresas que não se anteciparem à mudança podem ficar sem acesso a créditos relevantes.

Além disso, a transição para um sistema híbrido, como prevê a reforma, tende a gerar instabilidade e travar o contencioso passivo — reforçando ainda mais a vantagem competitiva de quem já estiver posicionado com uma estratégia ativa e preventiva.

Conclusão

O contencioso ativo tributário deixa de ser uma alternativa e passa a ser uma urgência para empresas que desejam proteger sua competitividade em um ambiente de transformação fiscal.

Para os empresários familiares e gestores que compreendem a importância da previsibilidade e do controle de passivos e ativos tributários, 2025 é o momento certo para agir.

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