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Brazilcoa

A operação industrial continuou funcionando e, aos poucos, a empresa voltou a ter espaço para pensar em crescimento e expansão de portfólio.

“A empresa chegou em um ponto em que o problema não era mais pontual.

O endividamento estava espalhado em várias frentes.

Tínhamos uma concentração relevante de dívida bancária, além de passivos tributários e trabalhistas que iam surgindo ao mesmo tempo. Tudo isso dentro de um grupo societário que, se não fosse bem conduzido, poderia acabar ampliando ainda mais a exposição.

O efeito disso era claro.

O caixa ficava comprometido, a capacidade de investimento praticamente desaparecia e ainda existia o risco de atingir outras empresas e os próprios sócios.

Era um cenário que, se não fosse organizado, só tenderia a crescer.

Quando o LG&P entrou, a primeira mudança foi estrutural.

Eles não trataram as dívidas de forma isolada. Organizaram o passivo como um sistema único.

A partir daí, começaram a tomar decisões coordenadas.

A frente bancária foi uma das primeiras a ser trabalhada. Houve uma atuação firme para revisar e renegociar essas dívidas, reduzindo de forma relevante o custo e o valor total envolvido.

Isso já teve impacto direto no caixa.

Ao mesmo tempo, foi feita uma reorganização societária importante.

As dívidas foram concentradas de forma estratégica, o que permitiu isolar riscos, proteger outras empresas do grupo e evitar a caracterização de grupo econômico em situações mais sensíveis.

Em paralelo, o passivo tributário e trabalhista passou a ser conduzido com estratégia.

As execuções foram tratadas com foco em suspensão e alongamento, criando espaço para que esses débitos perdessem força ao longo do tempo. Também houve atuação técnica para reduzir valores indevidos e melhorar o controle geral da exposição.

Tudo isso acontecendo de forma integrada.

Não era uma frente andando na frente da outra. Era uma coordenação única, com impacto direto no caixa e na estrutura do negócio.

O resultado veio com o tempo.

A dívida bancária foi significativamente reduzida, com deságio relevante. O passivo geral diminuiu e passou a ser controlado.

Mais importante: nenhum ativo foi perdido.

A operação industrial continuou funcionando e, aos poucos, a empresa voltou a ter espaço para pensar em crescimento e expansão de portfólio.

Hoje, o cenário é outro.

O que antes era um conjunto de dívidas desorganizadas virou um passivo estruturado, com previsibilidade e estratégia de condução.

E isso trouxe algo que, naquele momento, era essencial: segurança para seguir em frente.”

Daniel – Sócio